22.2.14

GENERAL EXALTA O “DIREITO” DE CELEBRAREM OS 50 ANOS DO GOLPE DE 1º DE ABRIL DE 64. A “REPÚBLICA DOS BANQUEIROS” COMEMORA PUBLICAMENTE. TRÍPLICE ALIANÇA GOVERNO-FIFA-GLOBO CONTRA VOCÊ!

DANIEL MAZOLA –

 “Árvore Boa”, o artigo escrito pelo General de Exército na reserva Rômulo Bini Pereira, e publicado no Estadão de terça-feira (19), exalta o direito (?) dos militares celebrarem a “Revolução Democrática de 31 de março de 1964”. O Alto Comando do Exército fez anteontem, uma reunião extraordinária, em Brasília, para avaliar o impacto do artigo dentre outros assuntos explosivos. 


No texto, que teria sido o principal motivo da reunião extra, no Forte Apache, o General Bini fez metáforas “filosóficas” exaltando o permanente papel das Forças Armadas, comparando-a a uma planta forte, verde oliva: "Quando cortam uma árvore boa e não arrancam suas raízes, brotos teimosos vão nascer sempre no que sobrou do tronco a dizerem que ela pode ressurgir e ficar mais alta, porque a sua seiva não se extinguiu e nem se extinguirá!".  


Em especial, um trecho do artigo do general deixou a presidente Dilma Rousseff, Lula, postes e agregados preocupados, em polvorosa: “Na área militar nota-se ainda repulsa aos atos das citadas comissões da verdade. Ela é flagrante, crescente e de silenciosa revolta. Pensam que os integrantes das Forças Armadas - quietos, calados e parecendo subservientes - assistem passivamente aos acontecimentos atuais com sua consciência adormecida. Não é bem isso que está acontecendo!”


 O General Bini vêm se posicionando não é de hoje. Suas opiniões já foram disseminadas em outros dois artigos recentes: “O Outro lado”, publicado em 7 de junho de 2012, na Folha de São Paulo, e “Lei do Silêncio”, veiculado pelo Estadão em 12 de maio de 2012. No último artigo, ele fez afirmações como essas: 


“(...) As esquerdas sempre alardeiam que os "militares de hoje" não são como "os de 1964". Sem dúvida! Aqueles, mais preparados cultural e profissionalmente e mais informados que estes, mantêm, contudo, bem viva a mesma chama que seus predecessores possuíam e lhes legaram: o amor à liberdade, aos princípios democráticos, à instituição e ao Brasil. Também não aceitarão e, se necessário, confrontarão regimes que ideólogos gramscistas queiram impor à sociedade brasileira, preconizados pelo Foro de São Paulo, órgão orientador do partido que nos governa e de alguns países da América do Sul que se dizem democratas. Mesmo sendo vilipendiada, devemos saudar a Revolução Democrática. É voz geral entre os esquerdistas que 64 jamais será esquecido. Ótimo, nós, civis e militares que a apoiamos, também não a esqueceremos. A Revolução de 1964 será sempre uma "árvore boa"!”.


 O Exército sempre foi dividido em várias correntes de pensamento, chegando até o extremo abominável das torturas e perseguições, como foi a ditadura militar-empresarial apoiada pela CIA em 1964. Exatamente o contrário do que afirma o general nos seus artigos. Nesse período, chegaram as raias da loucura e do extremismo desumano.   


 Mesmo que perigosa e incoerentemente, pensando na reeleição, a presidente use o Exército para calar a voz das ruas durante a Copa, a Comandante em Chefe das Forças Armadas, Dona Dilma Rousseff, vai impedir, por ordem direta aos comandantes de força, que o Exército celebre, em qualquer evento oficial, os 50 anos do abominável movimento golpista civil-militar de 1964. É óbvio.


 É evidente que no Exército, mesmo sendo minoria, ainda existem cabeças como aquelas que tomaram o país de assalto em 64, ainda estão por aí, nos quartéis, mas também nas empresas, nos consulados, nas ruas, nas escolas, nos clubes, no parlamento, nos estádios, nas agremiações carnavalescas, mas daí comemorarem esse crime que deixou sequelas na História do Brasil. Certamente isso ficou no passado, sepultado, não ocorrerá nunca mais! Talvez, só quando outro golpe semelhante, em um futuro improvável e imprevisível, se repita. Não permitiremos!


 Dona Dilma Rousseff, Lula, postes e agregados, são metamorfoses ambulantes, e precisam das Forças Armadas para garantir o “estado democrático de direito, as eleições”. Por isso farão vista grossa para os oficiais saudosistas e simpáticos aquela barbárie, permitindo veladamente que o assunto sobre a “comemoração” do golpe, entre na ordem do dia de alguns quartéis, mas de forma discreta.


 Se forem questionados, a resposta virá rápida: “eu não sei de nada”. Aprenderam com o chefe! Em ano reeleitoral, farão as concessões mais absurdas e incoerentes.


A “república dos banqueiros” comemora 50 anos de altíssimos lucros


 As instituições financeiras foram as que mais colaboraram com a ditadura e se beneficiaram do golpe. Lucraram mais que tudo e todos! Não foi apenas um golpe militar, e sim um golpe militar-empresarial-civil apoiado pelos EUA, tendo a CIA como colaboradora.


 O banco Itaú comemorou publicamente o aniversário do golpe, e vem sendo muito criticado nas redes sociais, por uma agenda da instituição distribuída aos seus correntistas. O referido material de divulgação traz no dia 31 de março, o dia oficial do golpe militar brasileiro, a data comemorativa “aniversário da revolução de 1964”. O fato causou indignação em vítimas da ditadura, correntistas e não correntistas, e internautas que repercutiram o fato.




Em 1965, o Itaú ocupava a 150ª posição no ranking dos bancos brasileiros, quando estes ainda eram em menor número. Dez anos depois do golpe, já era o 2° colocado. Tornando-se o maior banco privado do país. Em 2013, o Itaú contabilizou um lucro líquido de R$ 15,7 bilhões. O maior da história dos bancos brasileiros.


Após muitas críticas e reclamações o Itaú Unibanco se defendeu, em nota, alegando ser "apartidário": “O Itaú Unibanco informa que a agenda distribuída aos clientes conta com informações sobre datas relevantes ao longo do ano. O banco é apartidário e, em hipótese alguma, pretende defender uma posição política no conteúdo entregue aos correntistas".

No Twitter, críticas, piadas e gozações: “Se o Itaú acha que houve revolução em 64, ele pode estar enganado sobre muitas outras coisas, como meu saldo, por exemplo”, escreveu um correntista. Mestre Helio Fernandes, você está coberto de razão: "NEM Deus muda a República dos banqueiros". Só o povo!   


Tríplice aliança Governo-Fifa-Globo “investirá” 2 bilhões em segurança


O planejamento de segurança para a Copa do Mundo envolverá 170 mil homens, numa operação que custará quase R$ 2 bilhões. Os números foram revelados na quinta-feira, em Florianópolis, logo após a reunião sobre segurança no seminário da Fifa com as 32 seleções que vão disputar o Mundial.

As autoridades envolvidas no plano garantem que nem o orçamento, nem o número de agentes envolvido foi ampliado em função das manifestações.

Segundo Ralf Mutschke, diretor de segurança da Fifa: “Estamos orgulhosos de estar aqui, celebrando a Copa do Mundo, será a Copas das Copas!” Em tom mais contido, Andrei Rodrigues (Secretário Extraordinário de Segurança de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça) avisou:

Todo investimento em segurança pública será útil para o cotidiano das cidades. Plataformas de observação elevadas, equipamentos de imagens aéreas, robôs para lidar com artefatos explosivos, tudo ficará para as cidades. Além da capacitação das forças de segurança do país”, afirmou Andrei Rodrigues olhando de rabo de olho seu colega empolgado.

Mais sério ainda, foi o discurso ameaçador do general Jamil Megid, responsável por comandar a ação das Forças Armadas no Mundial:

Cuidaremos de ações como controle de espaço aéreo, fronteiras, prevenção e luta contra o terrorismo e até prevenção e combate a ataques químicos, biológicos e nucleares, além de proteção e defesa do espaço cibernético”. 

Em caso de uma situação anormal, que extrapole os meios de segurança pública, elas podem ser acionadas para garantia da LEI e da ORDEM”, berrou o general que fica atrás da mesa (ops, sic).

Fica a pergunta, SEGURANÇA PRA QUEM?

Justiça impede demolição da Escola Friedenreich no Maracanã
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, obteve na Justiça a antecipação de tutela que garante a permanecia da Escola Municipal Friedenreich no Maracanã. A medida foi tomada em agravo de instrumento interposto pela 1ª Promotoria de Educação da Capital.

O objetivo da ação era impedir a demolição da Escola Friedenreich, uma vez que o Estado e o Município não garantiram o término do ano letivo de 2013, nem a disponibilização de local para as instalações físicas, administrativas e pedagógicas para o ano de 2014. As crianças agradecem!